A profecia maia se realizou... So que de uma forma diferente

31 de mar. de 2010

Capítulo 4 – Fuga do mercado

A “horda” estava se aproximando, cada vez mas sentia o medo, o medo de ser devorado vivo, o medo de muitas outras coisas que não citarei.Não hávia mais tempo para deixar o mercadinho, eles estavam muito perto, ou pelo menos perto o suficiente para nos pegar. Decidimos nos esconder no teto, apenas com uma faca e uma pistola com poucas balas não durariamos muito num confronto direto, o tempo foi pouco, mas o suficiente para pensar e preparar uma pequena fuga. Alberto disse que aprendeu em um programa de sobrevivência a como fazer bombas de pequena explosão, mas abriria um bom caminho, encontramos tudo rapidamente no pequeno mercado, subimos para o teto, olhamos para baixo e vimos a legião, uns 150 a 200, muitos mesmo, infelizmente, haviamos esquecido os fósforos.

- Agora danou-se, sem fogo não da pra acender

- Isso serve ? – Disse Fabiana tirando um pequeno esqueiro de seu bolso. – Seja rapido, tem pouco gás.

Alberto fez 7 bombas, algumas no telhado, acendeu uma e jogou, um estrondo enorme se fez, que se misturaram com gemidos, sangue e carne voando para todos os lados. Ainda sobraram muitos, mais uma foi lançada, e pouco a pouco eles foram caindo, descemos, Alberto foi na frente, seguido por mim e Fabiana, ao chegar no chão, um deles que estava caido levanta a cabeça e morde o tornozelo Alberto, um estrondo de colher se chocando com metal.

- Mas que diabos ? – Disse

- Me previni, tinha umas coisas la em casa e fiz uma pequena tornozeleira de ferro.

- O que acontece se você for mordido ?

- Se torna um deles depois de algumas horas.

- Como você sabe disso ? – Perguntei

Alberto gaguejou um pouco, como se quisesse esconder algo, deixei para lá, pois é problema dele, depois quando ele se tornar um amigo mais confiante eu perguntarei.

Saimos do mercado, a rua livre, em pouco tempo chegamos a casa de Alberto novamente, o telefone tocava, Alberto saiu correndo e atendeu-o, não entendi o que ele falava, pois estava longe, desligou chorando muito.

- O que houve ?

- Minha mulher está morta, meu filho está preso em uma casa com muitos deles.

- Onde estão ?

- Aqui na cidade, precisamos ir atrás deles, mesmo a pé não vai demorar muito.

Alberto e eu concordamos em ir, Fabiana pediu para ficar, deve estar meio traumatizada com o que aconteceu, veja como em poucas horas a vida de uma pessoa pode mudar de forma tão repentina. Me armei com minha tradicional faca e uma peixeira que Alberto tinha na cozinha, ele com a pistola e uma faca. Começou a caminhada.

21/12/12 – 16:20:00

No gabinete do Chefe da Segurança Nacional:

- Senhor, a infecção se espalhou muito rapido, nessas ultimas 16 horas 3 cidades foram tomadas, soldados estão sendo dizimados nas fronteiras, se não pensarmos em algo rapido, logo o Brasil estara inteiro tomado.

- E os sobreviventes ?

- Até agora nenhum foi decretado em bom estado para sair da cidade.

- Faça uma invasão, com o exercito, políciais e tropas especiais, tudo o que puder, visando em objetivo o encontro de sobreviventes, e que o exercito volte sem baixas.

- Sim senhor – Disse o homem com expressão de pavor em sua face.

21/12/12 – 17:37:20

- Cara, vamos nos apressar, senão não teremos tempo para voltar antes do anoitecer.

- Está certo, mais uma meia hora e chegaremos lá.

- Agora fala ai, como sabe sobre a infecção ?

- Bom, é confidencial, mas acho que agora não vale tanto a importância. Eu era de uma divisão cienctífica e militar, que visava o armamento especial, que pudesse acabar com guerras e exercitos num piscar de olhos, o chamamos de V.I.P (Vírus Instrutural Progenito), pois ainda estava em fases de teste, uma pequena amostra saiu do nosso poder, através do mercado negro, o homem que a comprou foi morto, mas o conteúdo foi perdido. Hoje de madrugada fui avisado que o vírus foi encontrado em pessoas na cidade, para fugirmos, ela se espalhou bem mais rápido do que o previsto, em horas 3 cidades foram tomadas, perdi contato com a central, acho que ela foi invadida, pois fica bem no lugar onde as primeiras infecções foram registradas, por isso sei sobre esse vírus, eu o construí junto com grupos de cientistas. Sabe a bomba atômica de Hiroshima e Nagazaki ? Foi o primeiro teste, junto com a carga núclear foi posto uma quantidade razoavel do vírus, em parceria com os E.U.A., mas o vírus não pode reanimar as células e o corpo antes que o mesmo desaparecesse ao meio da nuvem de radiação, o teste foi um erro, pois ainda existem reziduos do vírus sob o ar do lugar, estima-se que em 10 anos toda a população daquele lugar se transforme nessas coisas.

- Então pode-se dizer que são zumbis ?

- Não exatamente, somente o cérebro funciona, o resto do corpo é todo morto, os movimentos são criados pela necessidade de alimento e sobrevivência do corpo, tenho doses do anti-virus, mas só pode ser usado em poucas pessoas, estou guardando para uma situação de vida ou morte. Espere, acho que aquela é a casa, veja o aglomerado de infectados.

- Como entraremos lá ?

- Depois de alguns testes, descobrimos que sua audição fica muito forte, e ao barulho de qualquer coisa ele vai descobrir o que é, sua visão é bem fraca comparada ao olfato.

Muitos deles ocupavam a porta e o jardim da casa. Pensavamos em um plano, mas a cada segundo a vida de seu filho corria mais e mais perigo, mas nada podiamos fazer sem um bom plano.

- Já sei! – Disse Alberto

11 de mar. de 2010

Capítulo 3 – Uma nova amiga

21/12/12 – 13:53:33

Dia quente… Calor… é o verão, deve estar uns 34ºC, sei la, nunca soube medir essas coisas.

Desde cedo venho conversando com Alberto, ele parece ser um cara legal, me disse que sua mulher e filhos estavam viajando, desde que soube do ocorrido não conseguiu falar com eles, tenho pena dele, tem cara daqueles “pai coruja”, parece muito triste. Contei a ele sobre o que houve com meus pais, ele ficou surpreso sobre o que fiz com ele, mas foi necessário, apesar de me arrepender profundamente sobre isso.

O dia está bem tranquilo, nenhum barulho, somente o canto dos pássaros lá fora, isso sempre me tranquilizou, pelo menos sabia que o mundo ainda estava inteiro ainda… estava. Essas malditas coisas que nos perseguem agora, olhos leitosos, sangue na pele e uma cara vazia, sem expressão. Não sei porque ainda escrevo nesse caderno preto, era da faculdade, poxa, logo agora no final que ia pegar meu diploma, tantos anos de estudo… podia ter aproveitado mais a vida, mas pelo menos fiz bons amigos, que me fizeram rir, chorar, me emocionar e falar besteiras, devem estar mortos, mas ainda tenho esperanças.

Alberto veio me chamar, está com uma cara de preocupado.

- Cara, tô ficando louco, preciso ver meu filho.

- Onde eles estavam?

- Numa cidadezinha bem perto daqui, uns 20 25 Kms, mas minha esposa estava com o carro, a pé não vamos chegar nunca.

- Pois é, por que não ficamos aqui por mais uns 2 dias, e procuramos um carro e organizamos uma pequena viagem em busca deles?

- Talvez… Primeiro precisamos ir ao mercadinho, vamos agora, acabou a água e parte da comida.

Eu não concordo, acho que deveriamos ir amanhã mesmo, para termos tempo de nos conhecer melhor e para pelo menos fazermos uma pequena lista com o essencial, maaas a casa e dele né, fazer o que.

- Vamos então.

Em 5 minutos estavamos saindo de lá, a rua estava tranquila, nenhum deles por perto, o mercadinho ficava a umas 4 quadras dali, Alberto com sua arma e eu com minha faca. O caminho foi fácil, nenhum contratempo, a não ser um susto que tomei com um cachorro que saiu de debaixo de um carro e pulou em cima de mim, tentei chama-lo mas ele saiu correndo. Chegando ao mercado, tinha uns 5 desses “infectados”, todos separados, um a um matei-os com a faca, sem o mínimo ruído, havia uma porta no fundo do mercado, fomos ver o que era, ao chegarmos perto a porta comessou a estremecer, ouvi uma voz feminina gritando.

- Vá embora!

Abri a porta e a garota veio correndo em minha direção, me acertou um tapa na cara, rapidamente Alberto a segurou e tranquilizou-a.

- Calma, nós não vamos fazer nada.

Após alguns segundos ela parou de se debater.

- Me ajudem, meu amigo foi mordido por uma dessas coisas a umas duas horas, ele está mal, acho que ele acabou de desmaiar.

Fomos conferir, um rapaz, devia ter uns 22 anos, ele estava realmente desmaiado. A garota chegou perto dele.

- Aguenta ai, Marcelo, eles vão te ajudar.

- Deixa eu ver ele, disse Alberto

Ao tocar a mão em seu braço, local da mordida, o rapaz se levantou rapidamente e tentou morder Alberto, ele se esquivou de uma forma tão rapida que nem pude acompanhar, sacou sua arma e deu um tiro certeiro em sua testa, a garota veio correndo em sua direção.

- Marcelo! Por que fez isso, seu disgraçado, ele só precisava de ajuda!

- Ele virou uma daquelas coisas, não podiamos fazer mais nada por ele.

- Mas você não podia ter feito isso!

A garota ficou muito nervosa, deveria ser seu namorado ou algo parecido, seus gritos se misturaram com choro, muito choro. Tentei consola-la mas ela me ignorou.

- Deixa ela ai, uma hora ela se acalma.

Seguindo Alberto fui pegar os mantimentos necessários, ele pegou os enlatados e eu a água, ao me virar a garota estava perto de mim, quase esfaquiei ela do tamanho susto que tomei. Ela disse

- Me desculpe, estava nervosa, ele era muito meu amigo, sempre me ajudou a vida toda, meu nome é Fabiana.

- Sem problemas, eu sei como é, meu nome é Victor.

Fabiana tinha cabelos escuros, era alta e magra, olhos verdes e pele clara, bem bonita, deve ter por volta de 20 anos. Alberto aparece no final do corredor

- Acho melhor a gente sair logo daqui, a coisa está ficando feia, tem muitos deles vindo a um quarteirão.

Eu, Fabiana e Alberto nos entreolhamos assustados, era melhor sairmos de lá logo.

21/12/12 trata-se do apocalipse maia de 2012, eu sei a profecia, terremotos, maremotos, e bla bla bla, mas quis fazer do meu jeito, o jeito Zumbi, eu não tratarei só de tentar fugir de zumbis, e sim como os civis e outros reagiriam a isso, governo, militares e entre outras, tentando buscar o máximo de realidade possivel
Criticas e Sugestoes > Victor.kenishi@terra.com.br

Seguidores

Quem sou eu

Blogueiro mais ou menos, escritor talvez, cabeção 4 ever