A profecia maia se realizou... So que de uma forma diferente

11 de mar. de 2010

Capítulo 3 – Uma nova amiga

21/12/12 – 13:53:33

Dia quente… Calor… é o verão, deve estar uns 34ºC, sei la, nunca soube medir essas coisas.

Desde cedo venho conversando com Alberto, ele parece ser um cara legal, me disse que sua mulher e filhos estavam viajando, desde que soube do ocorrido não conseguiu falar com eles, tenho pena dele, tem cara daqueles “pai coruja”, parece muito triste. Contei a ele sobre o que houve com meus pais, ele ficou surpreso sobre o que fiz com ele, mas foi necessário, apesar de me arrepender profundamente sobre isso.

O dia está bem tranquilo, nenhum barulho, somente o canto dos pássaros lá fora, isso sempre me tranquilizou, pelo menos sabia que o mundo ainda estava inteiro ainda… estava. Essas malditas coisas que nos perseguem agora, olhos leitosos, sangue na pele e uma cara vazia, sem expressão. Não sei porque ainda escrevo nesse caderno preto, era da faculdade, poxa, logo agora no final que ia pegar meu diploma, tantos anos de estudo… podia ter aproveitado mais a vida, mas pelo menos fiz bons amigos, que me fizeram rir, chorar, me emocionar e falar besteiras, devem estar mortos, mas ainda tenho esperanças.

Alberto veio me chamar, está com uma cara de preocupado.

- Cara, tô ficando louco, preciso ver meu filho.

- Onde eles estavam?

- Numa cidadezinha bem perto daqui, uns 20 25 Kms, mas minha esposa estava com o carro, a pé não vamos chegar nunca.

- Pois é, por que não ficamos aqui por mais uns 2 dias, e procuramos um carro e organizamos uma pequena viagem em busca deles?

- Talvez… Primeiro precisamos ir ao mercadinho, vamos agora, acabou a água e parte da comida.

Eu não concordo, acho que deveriamos ir amanhã mesmo, para termos tempo de nos conhecer melhor e para pelo menos fazermos uma pequena lista com o essencial, maaas a casa e dele né, fazer o que.

- Vamos então.

Em 5 minutos estavamos saindo de lá, a rua estava tranquila, nenhum deles por perto, o mercadinho ficava a umas 4 quadras dali, Alberto com sua arma e eu com minha faca. O caminho foi fácil, nenhum contratempo, a não ser um susto que tomei com um cachorro que saiu de debaixo de um carro e pulou em cima de mim, tentei chama-lo mas ele saiu correndo. Chegando ao mercado, tinha uns 5 desses “infectados”, todos separados, um a um matei-os com a faca, sem o mínimo ruído, havia uma porta no fundo do mercado, fomos ver o que era, ao chegarmos perto a porta comessou a estremecer, ouvi uma voz feminina gritando.

- Vá embora!

Abri a porta e a garota veio correndo em minha direção, me acertou um tapa na cara, rapidamente Alberto a segurou e tranquilizou-a.

- Calma, nós não vamos fazer nada.

Após alguns segundos ela parou de se debater.

- Me ajudem, meu amigo foi mordido por uma dessas coisas a umas duas horas, ele está mal, acho que ele acabou de desmaiar.

Fomos conferir, um rapaz, devia ter uns 22 anos, ele estava realmente desmaiado. A garota chegou perto dele.

- Aguenta ai, Marcelo, eles vão te ajudar.

- Deixa eu ver ele, disse Alberto

Ao tocar a mão em seu braço, local da mordida, o rapaz se levantou rapidamente e tentou morder Alberto, ele se esquivou de uma forma tão rapida que nem pude acompanhar, sacou sua arma e deu um tiro certeiro em sua testa, a garota veio correndo em sua direção.

- Marcelo! Por que fez isso, seu disgraçado, ele só precisava de ajuda!

- Ele virou uma daquelas coisas, não podiamos fazer mais nada por ele.

- Mas você não podia ter feito isso!

A garota ficou muito nervosa, deveria ser seu namorado ou algo parecido, seus gritos se misturaram com choro, muito choro. Tentei consola-la mas ela me ignorou.

- Deixa ela ai, uma hora ela se acalma.

Seguindo Alberto fui pegar os mantimentos necessários, ele pegou os enlatados e eu a água, ao me virar a garota estava perto de mim, quase esfaquiei ela do tamanho susto que tomei. Ela disse

- Me desculpe, estava nervosa, ele era muito meu amigo, sempre me ajudou a vida toda, meu nome é Fabiana.

- Sem problemas, eu sei como é, meu nome é Victor.

Fabiana tinha cabelos escuros, era alta e magra, olhos verdes e pele clara, bem bonita, deve ter por volta de 20 anos. Alberto aparece no final do corredor

- Acho melhor a gente sair logo daqui, a coisa está ficando feia, tem muitos deles vindo a um quarteirão.

Eu, Fabiana e Alberto nos entreolhamos assustados, era melhor sairmos de lá logo.

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21/12/12 trata-se do apocalipse maia de 2012, eu sei a profecia, terremotos, maremotos, e bla bla bla, mas quis fazer do meu jeito, o jeito Zumbi, eu não tratarei só de tentar fugir de zumbis, e sim como os civis e outros reagiriam a isso, governo, militares e entre outras, tentando buscar o máximo de realidade possivel
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