A “horda” estava se aproximando, cada vez mas sentia o medo, o medo de ser devorado vivo, o medo de muitas outras coisas que não citarei.Não hávia mais tempo para deixar o mercadinho, eles estavam muito perto, ou pelo menos perto o suficiente para nos pegar. Decidimos nos esconder no teto, apenas com uma faca e uma pistola com poucas balas não durariamos muito num confronto direto, o tempo foi pouco, mas o suficiente para pensar e preparar uma pequena fuga. Alberto disse que aprendeu em um programa de sobrevivência a como fazer bombas de pequena explosão, mas abriria um bom caminho, encontramos tudo rapidamente no pequeno mercado, subimos para o teto, olhamos para baixo e vimos a legião, uns 150 a 200, muitos mesmo, infelizmente, haviamos esquecido os fósforos.
- Agora danou-se, sem fogo não da pra acender
- Isso serve ? – Disse Fabiana tirando um pequeno esqueiro de seu bolso. – Seja rapido, tem pouco gás.
Alberto fez 7 bombas, algumas no telhado, acendeu uma e jogou, um estrondo enorme se fez, que se misturaram com gemidos, sangue e carne voando para todos os lados. Ainda sobraram muitos, mais uma foi lançada, e pouco a pouco eles foram caindo, descemos, Alberto foi na frente, seguido por mim e Fabiana, ao chegar no chão, um deles que estava caido levanta a cabeça e morde o tornozelo Alberto, um estrondo de colher se chocando com metal.
- Mas que diabos ? – Disse
- Me previni, tinha umas coisas la em casa e fiz uma pequena tornozeleira de ferro.
- O que acontece se você for mordido ?
- Se torna um deles depois de algumas horas.
- Como você sabe disso ? – Perguntei
Alberto gaguejou um pouco, como se quisesse esconder algo, deixei para lá, pois é problema dele, depois quando ele se tornar um amigo mais confiante eu perguntarei.
Saimos do mercado, a rua livre, em pouco tempo chegamos a casa de Alberto novamente, o telefone tocava, Alberto saiu correndo e atendeu-o, não entendi o que ele falava, pois estava longe, desligou chorando muito.
- O que houve ?
- Minha mulher está morta, meu filho está preso em uma casa com muitos deles.
- Onde estão ?
- Aqui na cidade, precisamos ir atrás deles, mesmo a pé não vai demorar muito.
Alberto e eu concordamos em ir, Fabiana pediu para ficar, deve estar meio traumatizada com o que aconteceu, veja como em poucas horas a vida de uma pessoa pode mudar de forma tão repentina. Me armei com minha tradicional faca e uma peixeira que Alberto tinha na cozinha, ele com a pistola e uma faca. Começou a caminhada.
21/12/12 – 16:20:00
No gabinete do Chefe da Segurança Nacional:
- Senhor, a infecção se espalhou muito rapido, nessas ultimas 16 horas 3 cidades foram tomadas, soldados estão sendo dizimados nas fronteiras, se não pensarmos em algo rapido, logo o Brasil estara inteiro tomado.
- E os sobreviventes ?
- Até agora nenhum foi decretado em bom estado para sair da cidade.
- Faça uma invasão, com o exercito, políciais e tropas especiais, tudo o que puder, visando em objetivo o encontro de sobreviventes, e que o exercito volte sem baixas.
- Sim senhor – Disse o homem com expressão de pavor em sua face.
21/12/12 – 17:37:20
- Cara, vamos nos apressar, senão não teremos tempo para voltar antes do anoitecer.
- Está certo, mais uma meia hora e chegaremos lá.
- Agora fala ai, como sabe sobre a infecção ?
- Bom, é confidencial, mas acho que agora não vale tanto a importância. Eu era de uma divisão cienctífica e militar, que visava o armamento especial, que pudesse acabar com guerras e exercitos num piscar de olhos, o chamamos de V.I.P (Vírus Instrutural Progenito), pois ainda estava em fases de teste, uma pequena amostra saiu do nosso poder, através do mercado negro, o homem que a comprou foi morto, mas o conteúdo foi perdido. Hoje de madrugada fui avisado que o vírus foi encontrado em pessoas na cidade, para fugirmos, ela se espalhou bem mais rápido do que o previsto, em horas 3 cidades foram tomadas, perdi contato com a central, acho que ela foi invadida, pois fica bem no lugar onde as primeiras infecções foram registradas, por isso sei sobre esse vírus, eu o construí junto com grupos de cientistas. Sabe a bomba atômica de Hiroshima e Nagazaki ? Foi o primeiro teste, junto com a carga núclear foi posto uma quantidade razoavel do vírus, em parceria com os E.U.A., mas o vírus não pode reanimar as células e o corpo antes que o mesmo desaparecesse ao meio da nuvem de radiação, o teste foi um erro, pois ainda existem reziduos do vírus sob o ar do lugar, estima-se que em 10 anos toda a população daquele lugar se transforme nessas coisas.
- Então pode-se dizer que são zumbis ?
- Não exatamente, somente o cérebro funciona, o resto do corpo é todo morto, os movimentos são criados pela necessidade de alimento e sobrevivência do corpo, tenho doses do anti-virus, mas só pode ser usado em poucas pessoas, estou guardando para uma situação de vida ou morte. Espere, acho que aquela é a casa, veja o aglomerado de infectados.
- Como entraremos lá ?
- Depois de alguns testes, descobrimos que sua audição fica muito forte, e ao barulho de qualquer coisa ele vai descobrir o que é, sua visão é bem fraca comparada ao olfato.
Muitos deles ocupavam a porta e o jardim da casa. Pensavamos em um plano, mas a cada segundo a vida de seu filho corria mais e mais perigo, mas nada podiamos fazer sem um bom plano.
- Já sei! – Disse Alberto
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