A profecia maia se realizou... So que de uma forma diferente

6 de abr. de 2010

Capítulo 5 - Invasão

Muitos deles ocupavam a porta e o jardim da casa. Pensavamos em um plano, mas a cada segundo a vida de seu filho corria mais e mais perigo, mas nada podiamos fazer sem um bom plano.

- Já sei! – Disse Alberto

- Como pretende entrar naquela casa cheia de infectados ?

- Um velho truque que aprendi no laboratório de pesquisas, só precisamos de um pequeno pedaço de carne crua e um foguinho.

A carne foi achada em uma das casas e pegando alguns materiais que encontraram ali fizeram o fogo, e para a sorte deles eles não foram vistos.

- Seguinte, assim que eu jogar a carne no fogo você e eu vamos correr para o outro lado da rua e vamos ficar naquela pequena casinha que está ali, assim que ela começar a assar os infectados irão sentir o cheiro dela, desviando a atenção da casa, tempo suficente para podermos entrar na casa, pegar meu filho e sairmos de lá sem maiores complicações.

Assim que ele jogou a carne, o plano ocorreu como ele disse, após todos os infectados deixaram a porta da casa, fomos nos aproximando sem fazer barulho para não chamar sua atenção. Alberto entrou na casa e ficou apressado, olhando em todos os lugares possiveis em que seu filho poderia estar. Até que o encontrou. Ao abrir a porta do armário em que ele estava o garoto reagiu com um grito grosso e alto, que até assustou a mim e Alberto. Os dois se abraçaram e Alberto disse para sairmos logo pois a “isca” não duraria muito tempo. Saindo da casa, bem próximo da porta um infectado que estava caído levantou e mordeu o pé de Alberto, que deu um grito.

- Paai! – Disse o garoto

- Maldito! – Disse Alberto cravando sua faca no olho do infectado

- Agora já não há mais volta, você já foi mordido, em breve se tornara um deles. – Disse

- Não necessariamente, antes de sairmos apliquei uma pequena dose do Anti-Virus, somente 4 delas foram produzidas, 1 se perdeu, agora restam três, graças a está dose eu posso aguentar duas horas com o vírus no meu corpo sem ter qualquer reação a ele, passadas essas duas horas, em cinco minutos meu corpo entra em colapso e eu morro, depois me torno um deles, mas se chegarmos a minha casa antes disso posso me salvar.

- Vamos rapido então! – Disse o garoto quase chorando, eu sei como é perder um pai, mas eu tive que matar o meu, o que me doeu mais ainda.

Achamos um carro com pouca gasolina, melhor que nada, pelo menos poderemos ir mais rápido do que a pé.

- Vamos pai, entre no carro, precisamos ir.

Todos se acomodaram, só que eu e o garoto não sabiamos dirigir, Alberto tentou dar-me instruções, consegui andar pelo trecho em que a gasolina durou, aproximadamente 15  minutos. O carro morreu.

- Agora teremos que ir a pé. – Disse – Vamos Alberto eu te ajudo a caminhar.

Fomos por mais um trecho, Alberto pediu para parar um pouco, a dor em seu pé era intensa, seu filho reagiu..

- Não temos tempo pai, temos que ir rápido.

- Não adianta, filho, mesmo se formos de carro não vai dar tempo, já se passou uma hora e meia.

Vi os olhos do garoto se encherem de lagrimas, ele as enxugou-as rapidamente, antes que seu pai pudesse ver.

- Me deixem aqui, se vocês não saírem daqui logo os infectados vão nos achar.

- Eu não vou te deixar aqui pra morrer, você me acolheu em sua casa, me ajudou fez coisas que nenhuma outra pessoa havia feito por mim, sempre bateram a porta na minha cara de falaram pra mim me virar.

- Eu também pai.

- Victor, eu te ajudei porque vi em você uma pessoa solidaria, que ajuda a outros, que se dedica em tudo o que faz, filho, não se preocupe, vou encontrar sua mãe, em um lugar melhor, agora vão, daqui a pouco eu vou me transformar, não quero ser responsável pela morte de vocês dois.

O garoto chorou, e muito, mas tivemos que ir, era a vontade dele, seu ultimo pedido, não podiamos negar. Era o fim de Alberto, o grande cientista. Começamos a caminhar de volta para a casa de Alberto, as palavras trocadas foram poucas.

- Então garoto, qual o seu nome ?

- Gustavo. – Disse ele num tom muito triste.

- O meu é Victor, seu pai era um bom homem, ajudou a mim e a uma mulher que está na casa dele, Fabiana, você não deve chorar, e sim ter orgulho dele – Ele não respondeu.

Sabe, as vezes fico em dúvida. Qual é o real proposito da vida ? Aprendermos com nossos erros para depois morrer e esquecer de tudo que aprendemos ? Somente aproveitar o pouco tempo que temos aqui, sendo solidários e amigaveis, para sempre termos acompanhantes ? Tantas perguntas que nunca saberemos a resposta, tamanho e o fardo da existência humana… Outra pergunta que nos atordoa muito é, o que acontece após a morte ? Se é que existe uma vida após a morte, as falhas na religião são tão grandes que se pode perceber facilmente, e so prestar atenção, a igreja sempre escondeu tantos segredos de nós, nos torturando. Mas afinal, qual seria o proposito da vida se não existir uma vida após a morte ? Somente viver cada dia como se fosse o último, com medo da violência que poderia acabar com ela rapidamente ? Chega de perguntas, não gosto de pensar nisso, pois me faz pensar porque ainda estou vivo.

21/12/12 – 20: 13:15

Daqui a pouco vai anoitecer, ainda bem que estamos no horário de verão. Estamos perto, quase chegando, mais uns minutos e chegamos lá.

- Gustavo, estamos chegando, vamos andar mais depressa para chegarmos antes de anoitecer.

- Ok! Sabe, pensei no que você disse, meu pai foi meu grande herói, os monstros já sabiam de minha presença, por pouco não fui atacado lá dentro, alguns deles chegaram a bater nas portas do armário, que felizmente resistiu as pancadas, se ele e você não estivessem lá, eu teria morrido.

- Eu não mereço o crédito por isso, ele que fez todo o plano, sem ele você e eu estariamos mortos.

Minutos se passaram e continuamos conversando, nos conhecendo, afinal agora teriamos que viver juntos por um bom tempo, acho que não devo contar ao garoto que o pai dele que ajudou a criar isso tudo, deve ser um choque para ele. Chegamos a porta da casa, tudo escuro, já havia anoitecido, estranhei, me assustei, pois Fabiana estava na casa. Ao adentrarmos a residência hávia um infectado perambulando por lá, ao me ver, deu um gemido e veio em minha direção, peguei a pistola de Alberto e tentei atirar, ela fez um barulho e nada aconteceu, acho que está travada, não conhesso armas. O infectado estava próximo, Gustavo retirou a faca de minha cintura e cravou no infectado, eu não tinha pensado nisso.

- Obrigado, cara.

- A gente está aqui para se ajudar, a proposito, onde está a mulher que você falou

- Boa pergunta, não tenho nem idéia do que aconteceu, está casa e muito grande, deve haver mais deles por aqui, vamos procura-la, com cuidado.

Procuramos ela por muito tempo, a casa era muito grande, ao entrar em um quarto da casa, me surpreendi com o que vi, uma mulher infectada. Não sei se era Fabiana ou não, não me lembro o que ela vestia. Ela se virou devagar, para a minha surpresa…

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21/12/12 trata-se do apocalipse maia de 2012, eu sei a profecia, terremotos, maremotos, e bla bla bla, mas quis fazer do meu jeito, o jeito Zumbi, eu não tratarei só de tentar fugir de zumbis, e sim como os civis e outros reagiriam a isso, governo, militares e entre outras, tentando buscar o máximo de realidade possivel
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