A profecia maia se realizou... So que de uma forma diferente

6 de jun. de 2010

Capítulo 6 – O começo de um novo fim

Para a minha surpresa, a infectada percebeu nossa presença, se virou… Não era Fabiana, mas quem poderia ser aquela mulher com camiseta branca e calças Jeans rasgadas e ensanguentadas? Uma mãe de família ? A imagem de minha mãe veio em minha cabeça, fiquei sem ação, ela começou a se aproximar, estava estranhamente lenta, e por sinal, com muita dor, já que tinha uma cara de sofrimento… Qual deve ser o sentimento de andar por ai, sempre procurando por carne nova… O que esses infectados terão sem seu precioso alimento, a carne… Um dia, com certeza, a raça humana irá chegar ao seu fim, não sobreviveremos sem os conhecimentos médicos e algumas das coisas essenciais para a vida, como alimento e água tratada, apesar de ser o primeiro dia desse completo apocalipse, vejo que não demorará muito para que comecemos a sentir falta disso.

Senti minha mente longe, pelo que me pareceu um segundo, mas foi tempo o suficiente para que a infectada se aproximasse, Gustavo mais uma vez me salvou, matando a infectada, sentia como se ele estivesse acostumado com isso, como se ele os conhecesse perfeitamente…

Continuamos vasculhando a casa e nada de Fabiana, até que, em um dos quartos da casa, encontramos um bilhete, deixado por Fabiana :

- Eles estão batendo na porta, muitos deles, acho difícil que ela aguente, tenho muito medo, medo de ser devorada por esses infelizes que vagam agora pelo mundo, com a soberania de quem o domina a muito tempo, nos aterrorizando, nos deixando assustados, nos devorando… Tentarei uma fuga arriscada, tenho esperanças de conseguir. Dois sobreviventes que conheci, Victor e Alberto, estão atrás do filho de Alberto, devem estar mortos agora, como eu posso estar daqui a algum tempo, se vocês estão lendo isso, ainda bem que estão vivos, espero nos encontrar novamente, vivos… A porta cedeu, estou ouvindo seus gemidos assustadores na porta, sinto como se fossem meus últimos minutos de vida, Adeus.

Eu e Gustavo nos entreolhamos, assustados com o que poderia ter acontecido com a garota. Muitos deles andavam pela casa, principalmente no andar de cima, onde eles estavam vagos, procurando por algo. Tomamos a decisão de sair da casa, mesmo não sendo muito seguro, devemos ficar em movimento com todos esses infectados por perto. Estávamos quase saindo pela porta da casa, quando um grito feminino nos deixou alerta, parecia de uma criança… Corremos para procura-lá, vários infectados nos viram, vieram atrás de nós. Achamos uma porta onde muitos infectados estavam, Gustavo pegou rapidamente a arma de minha cintura, mexeu em algumas coisas e começou a atirar, 1,2,3,4,5,6,7 tiros e 7 infectados caídos, sua mira era perfeita, não errava um tiro sequer. A arma travou, provavelmente estava sem balas, restavam 5 infectados na porta, ele pegou a faca e matou todos os 5, a porta estava ensanguentada, muitas marcas de unhas estavam nela, haviam 5 infectados subindo as escadas, o mais engraçado era que a maioria caia da escada, tropeçando sozinhos…

Ele entrou no cômodo rapidamente, avistando uma garotinha, que gritou ao vê-ló se aproximando, Gustavo examinou-a, vendo se estava limpa. Aquele era seu quarto, ele abriu um dos armários, tinham muitas armas e munições.

- Caraca, de onde saiu tudo isso ? – Perguntei

-  Eu trabalhava com meu pai na impressa dele, eu fazia parte dos seguranças, todos nós tínhamos um estoque desses em casa, aqui temos muitas, mas muitas armas, mas não podemos levar todas, são muito pesadas, vamos priorizar as munições.

- Mas cara, eu nem faço idéia de como se deve pegar numa arma…

- Então vamos atrasar nossa saída, tome esta pistola, você pode treinar com ela, já que não vamos levá-lá, já temos muitas pistolas aqui. – Disse ele entregando uma Taurus 24-7 com um silenciador.

Antes de começarmos o treinamento, ele conversou com a garotinha.

- Menininha, você está sozinha ?

- Não, estava com meu pai e uma moça, que acho que tinha o nome de Fabiana… Os dois me deixaram aqui e ficaram na guarda da porta, ouvi-os gritar e depois esses homens mortos começaram a bater na porta.

- Você se machucou ?

- Não, moço, estou bem.

Eles conversaram por um tempo, Gustavo encheu-a de perguntas, querendo saber coisas até demais, a menina tinha cabelos e olhos incríveis… Parece que os dois se conheceram bem, antes de meu treinamento começar, parece que Gustavo queria esperar o amanhecer. Não sei porque ainda escrevo neste diário, acho que não restará ninguém para ler ele…

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21/12/12 trata-se do apocalipse maia de 2012, eu sei a profecia, terremotos, maremotos, e bla bla bla, mas quis fazer do meu jeito, o jeito Zumbi, eu não tratarei só de tentar fugir de zumbis, e sim como os civis e outros reagiriam a isso, governo, militares e entre outras, tentando buscar o máximo de realidade possivel
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